O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA FEMININA


Destaque na 41ª Mostra de Cinema de São Paulo, a Mares Filmes estreia hoje (quinta-feira, 14 de dezembro) nos cinemas brasileiros, o drama MULHERES DIVINAS (The Divine Order | Die göttliche Ordnung), da cineasta e roteirista Petra Biondina Volpe (Traumland e Heidi). O filme foi selecionado pela Suíça ao Oscar 2018 de filme estrangeiro.



Estrelado por Marie Leuenberger, Maximillian Simonischek e Rachel Braunschweig, Mulheres Divinas se passa na Suíça de 1971 e conta a história de NORA Ruckstuhl, uma jovem dona de casa e mãe que vive com seu marido HANS e seus dois filhos LUKI e MAX em uma pequena aldeia. O lugar que parece que não passa por mudanças há muito tempo, começa a discutir o direito de voto das mulheres, algo que será decidido pelos homens do país [qualquer semelhança com o voto da liberação do aborto no Brasil é mera coincidência].


Quando Nora começa a não concordar com as opressões limitações disfarçadas de costumes, ela lidera o movimento de igualdade e trava uma batalha inclusive com uma mulher que defende que mulheres não devem se envolver em decisões políticas, o caso da Sra. DR. CHARLOTTE WIPF, chefe do "Anti-Politicization of Women Action Committee" e chefe do marido.


Mulheres Divinas traz pra tela diversas formas de discussão do papel das mulheres na sociedade. Não é à toa que além de ser aposta da Suíça ao Oscar 2018, o filme foi vencedor do prêmio de Melhor Atriz, para Marie Leuenberger e do prêmio de Melhor Filme para o público no Festival de Tribeca 2017.





MULHER DIVINA POR TRÁS DA CENA


A roteirista e diretora Petra Volpe estudou na Academia de Cinema Konrad Wolf em Potsdam Babelsberg. Durante seus estudos, escreveu e dirigiu vários filmes curtos. Desde aconclusão do diploma em 2003, trabalhou como escritora e diretora independente. O seu primeiro filme foi "Dreamland" lançado em 2014 após uma excursão de festival de sucesso e foi indicado para quatro Swiss Film Awards.


Foi nesse meio tempo que Petra começou a desenhar o projeto de Mulheres Divinas. O filme traz de forma leve uma consciência social sobre a interminável luta feminina. Tema este que, apesar de ser retratado em 1971, é super atual. Se o filme passa isso de forma rasa? Talvez! Mas não podemos negar a relevância discursiva que, para mim, é a maior e mais poderosa característica do filme.


Em entrevista, Petra Volpe diz: "Até hoje, homens e mulheres são limitados por seus papéis de gênero prescritos. Há um sexismo internalizado profundamente enraizado em nossa sociedade. Isso prejudica nossas comunidades em níveis econômicos, sociais e políticos e não funciona em favor de ninguém. Quanto mais igual é uma sociedade, melhor ela é isso é um fato estatístico."


Seguimos, mulheres! Resistindo, lutando e ganhando espaço.


Ficaram curiosos? Corram para a sala de cinema mais próxima e deixem aqui o seu comentário sobre o filme.

 

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Mulheres Divinas (Die Göttliche Ordnung, Suíça – 2017)

Sinopse: Suíça, 1971. A jovem dona de casa Nora (Marie Leuenberger) vive com seu marido e seus dois filhos numa pequena aldeia. Até então sua vida era tranquila e não tinha sido afetada com as grandes revoltas sociais e o movimento de 1968, mas, é aí que Nora começa a fazer campanha pelo direito de voto das mulheres. FILME INDICADO PELA SUIÇA AO OSCAR 2018 DE FILME ESTRANGEIRO E DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO DA 41ª MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO.

Direção: Petra Biondina Volpe
Roteiro: Petra Biondina Volpe
Elenco: Marie Leuenberger, Bettina Stucky, Marta Zoffoli, Maximillian Simonischek, Rachel Braunschweig, Sibylle Brunner
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 96 minutos

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