Annabelle 2: A Criação do Mal


Por mais que já tenha se passado bastante tempo desde o lançamento do segundo filme Annabelle, acho importante compartilhar minha experiência com vocês.

O filme é uma franquia que vem dando certo já tem alguns anos. Contar histórias de bonecas assombradas ou demônios? Ok, mas baseado em fatos reais? É tipo: "WHAT????!"

É isso que dá mais vivacidade na história contada, aconteceu com pessoas normais e este é o maior barato dos filmes como Annabelle e Invocação do Mal.

Eu estava pronta para ser decepcionada com Annabelle, eu havia me decepcionado com o primeiro filme que para mim havia pecado demais, estava mais um suspense com muitas paranoias e eu não havia sentido a essencial do mal na boneca.

Não era o tom certo, a dinâmica estava errada.

Mas Annabelle 2: A Criação do Mal me ganhou!

Dirigido por David F. Sandberg (Quando as Luzes Se Apagam) e escrito por Gary Dauberman (IT: A Coisa), os personagens não estão ali para correr, gritar, ir para a porta errada e mexer no que não deve, não!

Tem aquela pitada de esperteza, de saber que não se deve mexer no que não é chamado...

Se uma porta está fechada é por um motivo. E a boneca está se movendo? Cara, joga ela fora! Corre!

Para de querer entender o que está acontecendo. Tem sobreviventes inteligentes na história e isso aqueceu a minha alma.


[ALERTA SPOILER]


A história começa mostrando como a boneca foi feita, era para ser um brinquedo que deixaria uma criança feliz, o criado, um artesão talentoso que vivia em uma fazenda com sua esposa e sua filha pequena.

Até aí tudo bem, coisa pacata, você espera já o susto no começo, mas não é assim.

Então um acidente! A menina morre, dá até para gritar de tão inesperado que é, e isso torna a coisa ainda melhor.

Anos se passam e o casal recebe na casa meninas órfãs junto com uma freira, que por um momento eu já estava pensando que era a freira dos outros filmes, desapontada, mas ela aparece, uma ligação com os outros filmes que para mim foi ótimo.

Então a curiosidade, o elemento dos filmes de terror/suspense é justamente a curiosidade, sempre tem alguém para dizer “não abra essa porta”, “não toque nisso ou naquilo”, “não toque no espantalho”.

Mas a curiosidade e a teimosia falam mais alto, essa é a essência, enquanto a criança manca até a porta com uma trilha sonora que dá mais medo do que as cenas, você sussurra para mudar de direção, não faça isso, você se vê dentro do enredo, implorando para não fazer aquilo, mas então está feito.


AQUELE 1%...


E é essa a narrativa de Annabelle, enquanto Janice (Talitha Bateman) é uma curiosa incontrolável e te faz querer bater nela, temos a Linda (Lulu Wilson) que é como um outro lado, a atuação da menina é impecável.

A personagem é esperta, corre e manda todo mundo correr, sabe se esconder nas horas certas, ela não é os clichês dos personagens de filmes de terror, ela é aquele 1% que grita: “não tente entender, não importa, corra! ”.

E ela tenta fazer de tudo para proteger Janice, que é sua melhor amiga, mas o que a menina despertou é muito mais forte.

Finalmente vemos mais da boneca Annabelle, vemos o demônio que está na boneca e seu jogo para abitar alguém, para consumir tudo e todos.

Eu senti falta disso, de ver o demônio mesmo e não só a boneca balançando em uma cadeira.

Eu não vou dar mais spoilers, mas eu recomendo e não é pouco o filme.

Vá preparado para se arrepiar com a trilha sonora que é um grande marco e está em tudo!

Vá sem medo de que o filme seja algo parecido com o primeiro.



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