Quando a literatura erótica contemporânea chegou às telonas.


Em fevereiro de 2015 estreava Cinquenta Tons de Cinza, filme baseado num best-seller homônimo da autora britânica E. L. James.

Neste, Anastacia Steele (Dakota Johnson), uma jovem estudante universitária, se envolve num relacionamento sadomasoquista com o jovem magnata Christian Grey (Jamie Dornan).

Atualmente, a fórmula dos livros de contos eróticos para o público feminino é típica.

Porém não são todos que se atrevem a ir para o cinema e conseguem gerar uma receita de mais de US$ 570 milhões.

A conversa aqui não é saber se o livro é melhor que o filme, se a diretora Sam Taylor Wood, fez uma boa adaptação ou não, etc.

Vou comentar  o filme por si só, bem como um ponto de vista masculino em relação a tudo isso.


 Mais um filme de sexo?


Na época do lançamento a crítica americana falava que o "filme era melhor que o livro", o que é algo que não acontece todos os dias.

Acredito que isso tenha a ver com o fato de que fazia muito tempo desde que algum filme de estúdio tivesse olhado para o sexo de maneira tão direta.

Mas ele ainda considera a importância da trama, o que torna tudo mais envolvente. Como dito, a fórmula é típica, meio clichê.

Depois do sucesso do livro, outros autores se apressaram para publicar obras semelhantes (Sylvia Day, com Crossfire, Megan Maxwell com a série Peça-me o que quiser, entre outros).

Nenhum destes chamou tanto público a ponto de ter seu filme quanto este pioneiro do romance erótico contemporâneo.

É difícil dizer se isso é uma pena ou não, porque, ler sexo, para o público masculino, em geral, é muito chato.

São páginas e páginas descrevendo todos os movimentos dos personagens.

Isso estimula a imaginação feminina, mas faz os homens se perguntarem quando vai acabar a enrolação pra a trama continuar ou simplesmente pularem as páginas.

(sim, eu li pra saber, e também li Peça-me o que quiser)


E quanto à atuação?


Livros à parte, o Cinquenta Tons de Cinza captura bem a essência dos personagens.

É perceptível a sutileza nas mudanças de comportamento de Christian, por exemplo, do início do filme, onde diz que "exerce poder sobre todas as coisas".

Também no final, quando pune Anastasia com um cinto, mas sente e transmite o pesar disso até sua última frase para ela.

Mas, detalhes à parte, vemos que boa parte do filme é uma alternância entre cenas de sexo e um envolvimento que, em certos momentos, parece forçado e um pouco artificial.

Ok, esse ponto não vou levar em conta, porque é o típico problema de fazer o livro caber no filme.

Apesar disso, ele foi ainda sim melhor avaliado em relação à obra escrita, certamente, como já citado, devido à sua abordagem inovadora em relação ao sexo.

Apesar de tudo, no contexto geral, valeu a pena a experiência e faz a gente, público masculino que não viu só o sexo, sentir vontade de ver a sua sequência, Cinquenta Tons Mais Escuros e, agora, Cinquenta Tons de Liberdade.

Pra quem não viu, vejam o trailer sequencia:

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Ficha Técnica:

Cinquenta Tons de Liberdade (2018)

Sinopse: Christian Grey e sua nova esposa, Anastasia, abraçam completamente sua inseparável ligação, mas eventos terríveis começam a comprometer seu final feliz antes mesmo de começar.
Direção: James Foley
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Eric Johnson
Gênero(s): Erótico, Drama

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