Nem a ótima atuação de Alicia Vikander salva 'Tomb Raider: A origem' de ser apenas mais um filme esquecível.




Existe uma certa maldição em hollywood quando se trata de filmes baseados em games. São raros os casos que saem coisa boa, ou divertida. Ano passado, por exemplo, tivemos a adaptação de Assassin’s creed que não conquistou nem os fãs dos jogos. Porém, quando saíram as primeiras imagens do filme ‘Tomb raider: A origem’ boas expectativas foram criadas. Mas acabou sendo um produto sem graça, que não traz nada de inovador, se tornando apenas mais um filme esquecível.

O filme acompanha Lara croft (Alicia Vikander), uma jovem que ganha a vida como entregadora de um restaurante japonês. Ela se recusa a assumir o controle de uma empresa global que herdou de seu pai (Dominic West), que está desaparecido. Crente de que seu pai não está morto, Lara parte numa aventura que a leva até o último lugar em que pai esteve, uma perigosa ilha japonesa.

O filme começa bem, apresenta sua personagem central de modo rápido e destacando suas habilidades e determinações. Mas, mesmo sendo dinâmico nesse aspecto, o longa dirigido por Roar Uthaug cai em nos clichés do gênero e se torna só mais uma aventura sem graça. E se a protagonista é bem desenvolvida e tem personalidade, o mesmo não posso dizer do resto do elenco. Walton Goggins faz um ótimo trabalho, mas seu personagem é raso e não se torna um vilão de peso. Aliás, o resto dos personagens coadjuvantes são quase como figurantes, ao fim da sessão nem nos lembramos de seus nomes.


A previsibilidade e falta de profundidade da trama.


A história segue a mesma superficialidade presente na construção dos personagens. Os rumos e plot twits presentes na trama são tão previsíveis que deixam o filme sem graça e sem emoção. Porém, tenho que dizer que o terceiro ato melhora um pouco e apresenta cenas bem filmadas, mas sem empolgar. Entretanto, a trilha composta por Junkie XL é bem energética, mistura o aventuresco com o épico, deixando as cenas mais frenéticas e as transformando em algo divertido de se ver.

Acho que essa maldição dos filmes baseados em games está longe de acabar. Hollywood ainda não soube condensar as tramas bem elaboradas dos games em apenas um filme, nem sequer chegam perto. Talvez produzir uma série seja o certo, a Netflix está indo por esse caminho ao adaptar The Witcher. Pois com mais tempo pra trabalhar a história, talvez consigam fazer mais do que o plot cliché e sem graça desse filme da Lara Croft.

‘Tomb Raider: A origem’ não é um filme de todo ruim. Ele tem uma protagonista bem construída e um terceiro ato divertido. Mas nem esses acertos conseguem esconder a superficialidade e previsibilidade da trama, fora seus personagens coadjuvantes que têm a profundidade de um pires. Esse é mais um daqueles casos de longas que poderiam dar super certo, mas acaba caindo nos erros de filmes do gênero. E com isso, se torna apenas mais uma produção rasa, genérica e sem graça.