O questionável terror psicológico de Sarah


A maldição da Casa Winchester tem variados elementos que mescla o que sempre foi dito como terror e ao que faz sucesso hoje em dia. De primeira poderia obter grandes elogios, mas na verdade mostra que não é tão simples e demonstra certa indecisão.

O filme conta a história de um médico que foi contratado para fazer uma avaliação psicológica de Sarah, que é dona de uma enorme fábrica de armas e diz ter a companhia de espíritos na sua mansão. Ao chegar ao local, o médico percebe que terá que enfrentar muitos desafios, começando pelo sobrinho neto de Sarah que tem noites de pesadelos, após um falecimento de um parente.

De início mostra do médico Eric Price (Jason Clarke) ingerindo algo que o deixa com alucinações assombrosas e faz com o que o mesmo tenha medo daquilo que não se conhece. Com isso o filme trás curiosidades, algo que mostra uma trama entre a realidade e o que é ilusório. O doutor começa a desafiar seus próprios problemas para conseguir descobrir a verdade daquela casa que parece ser amaldiçoada.

O cenário e o clima do longa se remetem ao terror da época dos anos 60. A casa possui ótimos planos, parece mais um labirinto onde não se acha a saída. Quando mostra o interior da casa, cheio de corredores, com quartos interditados, o local transmite um ar de loucura.


Confusões no psicológico do espectador também


Até os quinze minutos de filme, tudo indicava que seria um bom filme de terror, mas as ideias sustentam-se apenas no início do filme. Após isso começa a se mostrar um filme confuso, onde seus pontos começam a não se coincidirem. O que acaba provocando um grande ruído dentro da própria proposta. Tudo o que se parecia interessante, na verdade mostra-se como pontos sem desenvolvimentos ou mal trabalhados.

Curioso são os próprios planos que foram pensados para o filme; no início, os efeitos sonoros e o cenário escuro não se combinam e a aparição de monstros que representariam os espíritos é bem fraca. Só remete algo próximo à feiura do que ao assustador. Se a intenção do filme era tratar de uma indução entre a realidade e a fantasia, aqui abre mão de tudo que deixaria a cena perfeita.

O roteiro parece ser um jogo psicológico entre o médico, a mãe e o filho, onde todos tem que sobreviver a grandes ameaças sobrenaturais. Sobrou ao filme colocar a ideia do que foi baseada em relatos da época. E o que acontece? O mesmo se encontre com a realidade, algo que em alguns casos pode parecer que todo filme foi incapaz de fazer com o que o terror chegasse a quem o assistia.

A Casa Winchester se mostra um título bem ruim em meio a tantos outros.