Mais que um apocalipse zumbi, "A Noite Devorou o Mundo" é um filme sobre nossa atual sociedade


Em um primeiro momento "A Noite Devorou o Mundo" parece ser mais um filme de zumbi, mas o diretor Dominique Rocher é sincero com o público e mostra a proposta do filme já nas primeira cenas. Na sua estreia com o longa, o diretor francês insere o telespectador à realidade e sentimentos do protagonista Sam (Anders Danielsen Lie) compondo perfeitamente todas as camadas do filme com a arte, fotografia, trilha sonora e atuação em um sincronismo perfeito.

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A história se passa quando Sam vai à casa da sua ex namorada pegar umas fitas K7 pessoais e contra a sua vontade acaba ficando mais tempo e adormece. No dia seguinte após ver tudo destruído descobre que todos ao seu redor viraram zumbis e começa a saga pela sua sobrevivência. No entanto, o desafio não é sobreviver em um mundo pós apocalíptico, o grande desafio de Sam é sobreviver e lidar com ele mesmo.

Em uma brilhante atuação de Anders conseguimos acompanhar a evolução do protagonista que para continuar vivo precisa lutar contra seus próprios demônios, superando traumas antigos e experenciar a solidão extrema. Além disso, temos a participação de Denis Lavant e Golshifteh Farahani com pouco desenvolvimento dos personagens, mas com funções importantes para o desenrolar da história.

"A Noite Devorou o Mundo" é um longa que merece ser visto por conseguir traduzir sentimentos em imagens, trazendo à tona temas importantes para a nossa sociedade atual sobre aceitação, melancolia, autoconhecimento, solidão e resiliência.


O filme tem estreia marcada para dia 05 julho, foi realizado nas versões inglês e francês e é uma distribuição da California Filmes.