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Mademoiselle Paradis: Um filme que se passa no século 18, mas que tem muitas referências aos dias de hoje, em destaques as proibições e repressão.


“Quando li pela primeira vez sobre Maria Theresia Paradis, me apaixonei imediatamente. Mademoiselle Paradis é sobre o que e como vemos, e quando e se devemos confiar no que vemos”. Palavras da própria diretora do filme,
que se diz emocionada.

Mademoiselle Paradis é baseado em uma história real. Dirigido pela austríaca Barbara Albert, o longa conta a história de uma pianista
de 18 anos que é cega, mas que toca corações através de sua música. Sua arte é a única coisa que te faz enxergar a liberdade.

A cegueira moral da sociedade


O filme mostra o retrato da adolescência de Maria Theresia, uma moça sensível, grandiosa e que por sua deficiência visual não consegue
reparar o quão horrível é a sociedade que há rodeia.

Maria Theresia é interpretada por Maria Dragus que entrega uma performance magnífica. Chega ser hipnotizante vê-la capturando as
aflições da personagem. Ela sabia o que estava fazendo em todas as cenas com confiança e delicadeza. O que justifica a indicação ao prêmio de melhor atriz no Austrian Film Award por essa atuação incrível.

Theresia encontra segurança um senso de autovalorização isolado da zombaria das pessoas que a rodeia por causa de sua deficiência. Admirando que o longa trouxe
muitos destaques que ainda vemos nos dias de hoje.

O drama familiar


Quantas vezes somos oprimidos por pessoas que têm o mesmo sangue que nós? Até dentro do nosso âmbito familiar.

Maria Theresia é empurrada pelos pais e não pode ter opinião diferente, vemos que a pureza que ela tem não é herdada de nenhum dos dois. A mãe batia nela na frente das pessoas e
não ligava para isso, já o seu pai era obcecado por atenção e se importava muito com o que outros pensavam. Sendo a música a única coisa que a salva desse ambiente tão frio.

Ser cega nunca foi um problema para o seu dom. Com um talento incrível podemos ver o quanto ela se sente feliz e realizada. E se você
já achou a temática pesada, espere para ver o que acontece quando é colocado para a personagem escolher entre ter talento ou voltar a enxergar.

Imersão no século XVIII


Outro ponto forte do filme é a direção de arte. Os figurinos trazem uma realidade em geral, perucas, cavalos, maquiagem, decoração da casa e estradas, fez uma combinação perfeita com a trilha sonora que tem toque suave e acompanha o drama nos momentos exatos.

Em pouco tempo você se sente envolvido com os pontos dramáticos da história. Prepare-se para sentir raiva, tristeza e aflição, porque o
filme é real e te faz sair da cegueira moral e enxergar diversas formas de opressão.

Mademoiselle Paradis é só um dos filmes de destaque desse mês de maio. Não perca tudo que selecionamos em nossa curadoria oficial, o “Pipoca Dourada”, aqui e nas redes sociais do
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