Cyrano Mon Amour é meu filme favorito do ano!


 

Muita coragem falar isso, eu sei. Mas Cyrano Mon Amour envolve as minhas duas paixões: um filme que fala de teatro. É simplesmente impossível eu não ter me apaixonado.

Edmund (Thomas Solivérès) é um roteirista teatral que está passando pela crise do bloqueio criativo, e acredite, isso é uma coisa horrível. Não tem nada pior para um escritor não conseguir escrever nada. Ele é pai de dois filhos, e nem se quer tem trinta anos, precisa cuidar da família e manter suas responsabilidades, mas como? Se não consegue escrever sequer duas linhas?

 

Cyrano Mon Amour - CríticaEm um desafio do tipo "Missão Impossível" ele propõe uma peça ao ator Constant Coquelin (Oliver Gourmet) uma apresentação nova, que será diferente de tudo que já foi mostrado nos palcos de Paris. O único problema disso? Bem, ele não tem a peça escrita. E é ai que o filme começa.

Na verdade o filme me ganhou já nos primeiros minutos de exibição. O medo e a insegurança de Edmund em como as pessoas enxergam sua obra. Seu desespero por não conseguir escrever nada foi o que fez eu me identificar muito com o personagem. Além do fato de também conseguir me arrancar uma risada já logo de inicio.

A forma como ele encara o desafio de criar uma peça do nada, no desespero de ter que agradar os atores, os patrocinadores, lidar com as maluquices de conquista do melhor amigo, esposa e filhos em casa, é inspiradora. Em nenhum momento ele perde a compostura ou o foco. E foi isso que mais me chamou a atenção.

 

Cyrano Mon Amour - CríticaPor exemplo, Edmund conhece Jeanne (Lucie Boujenah) uma camareira, apaixonada por peças, livros e romance. O melhor amigo dele, Léo (Tom Leeb) é apaixonado por Jeanne, e pede ajuda a Edmund para conquista-la. No meio disso, Ed vê em Jeanne sua inspiração para conseguir escrever a peça, e começa a trocar cartas em nome de Leo com ela. Ele sabe que isso é errado, afinal ele é casado, e está trocando cartas de amor com outra, sabe também que isso pode estragar sua amizade com Leo, e chega até mesmo a confessar para a esposa, quando ela descobre, que na verdade Jeanne é mesmo sua nova musa, mas mesmo no meio de toda essa trama, ele não perde o foco que é fazer a peça acontecer. Ele não perde a compostura ou deixa que esses detalhes tirem seu foco. E eu amei o filme ainda mais por isso.

As subtramas não interfere ou se perde do foco principal do filme, e isso foi tão bem construído, e amarrado que fez o filme ter o timing perfeito para não se perder em sua própria história.

E apesar de todo o drama imposto o longa vai te fazer rir muito. Os alívios cômicos são sem dúvida o que faz o filme ir para frente, e tudo isso de forma muito natural. É realmente engraçado as enrascadas de Edmund para conseguir fazer a peça acontecer. É um filme lindo, em todos os sentidos, no enredo, no visual, na trilha sonora, na fotografia. Ele não perde em nenhum sentido. É redondinho, e se equilibra em todas as áreas.

Com direção de Alexis Michalik, Cyrano Mon Amour venceu o prêmio público do Festival de Cinema de Sarlat (2019) e também foi exibido no festival CINEMANIA de 2018, em Montreal no Canadá.

 

Confira nossas críticas!


Acompanhe o Pipocando Notícias ♥


Facebook


Instagram


YouTube