Review da 1ª temporada de Ragnarok

Ragnarok é uma das novas apostas da Netflix, a primeira temporada da série traz um desenvolvimento lento, mas ao mesmo tempo interessante e atual.



Você que é nosso leitor, com certeza tem um conhecimento básico da palavra Ragnarok e seu significado, seja através de algum livro, HQ ou até mesmo as diversas citações nos filmes da Marvel que introduzem o personagem Thor interpretado pelo ator Chris Hemsworth.

Caso não conheça, Ragnarok trata-se de uma das maiores batalhas da cultura nórdica, o fim do mundo (assim como o apocalipse do evangelho), onde os Deuses lutam contra seus inimigos que vão de Deuses à gigantes. Nesta batalha de um lado temos Odin e do outro Loki e todos os seus aliados, uma guerra feia, sombria e com muitas mortes.


| Leia o review do primeiro episódio de Ragnarok


Ragnarok e a atualidade


Para quem conhece a cultura nórdica, irá se conectar com diversos nomes ou fatos apresentados na série, começando pela própria cidade que se chama Edda (nome dado a duas coletâneas distintas de textos do séc. XIII, encontradas na Islândia, e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos deuses e heróis da mitologia nórdica e germânica: A Edda em prosa e a Edda em verso.) localizada na Noruega, local onde ocorreu o Ragnarok a mais de 3.000 anos.

Talvez algumas das pessoas que assistiram a série e não gostavam, estavam esperando muitas batalhas, guerras ou até mesmo um Thor como nos cinemas. Porém, tudo na vida tem um início, e a série traz o RECOMEÇO daqueles que sobreviveram ao Ragnarok então teremos um Deus se descobrindo, sem total noção do que realmente é capaz.


Review da 1ª temporada de Ragnarok


Além dessa temática que é completamente saborosa, a série traz temas que fazem parte da nossa atualidade: o aquecimento global e o derretimento das geleiras. Temos um certo foco no assunto que mostra a importância em se preocupar com o que pode vir após: com o derretimento das geleiras, o aumento do nível dos mares, diversas bactérias que serão descongeladas junto as geleiras e a contaminação que isso pode trazer a população.

De um lado conhecemos a cada episódio um pouco mais da cultura nórdica e do outro conseguimos até nos conscientizar mais sobre o aquecimento global, tema este que tenho certeza que você vem ouvindo desde a sua quarta ou quinta série, a questão é: será que este assunto é tratado com a seriedade que precisa?


| Leia o review do segundo episódio de Ragnarok


Conhecendo os Personagens


A FAMÍLIA SEIER


Turid Seier (Henriette Steenstrup)

Mãe de Magne e Laurits, se mudou de Edda após a morte do marido. Morou na cidade durante sua adolescência, em certos momentos é sugerido ela e Vidar tiveram um rápido romance ou pelo menos eram interessados um no outro. Após alguns anos, a mesma está de volta a cidade com seus filhos para tentar recomeçar.




Magne Seier (David Stakson)
Jovem tímido, que ainda tenta superar a ausência do pai, morto quando ele era criança. Uma dislexia também lhe causa alguns problemas de aprendizado na escola. Mas sua vida muda por completo quando ele retorna para sua cidade natal, Edda, ao lado de sua mãe e seu irmão Laurits.

Logo na sua chegada, uma senhora passa a mão em sua testa e, dessa forma, desperta algo no garoto e tudo a partir dali começa a mudar.



Laurits Seier (Jonas Strand Gravli)
Irmão mais novo de Magne, personalidade conflitante, com um misto de revolta desde que seu pai morreu e vontade de se auto afirmar. Ama Magne, mas não perde a oportunidade de sacanear o irmão se isso for engraçado.

Apesar de ser problemático e gostar de provocar os outros, Laurits demonstra ter um senso de justiça e usa de suas habilidades para defender o irmão.



| Leia o review do terceiro episódio de Ragnarok


A FAMÍLIA JUTUL


Vidar Jutul (Gísli Örn Gardarsson)
Vidar é um empresário de sucesso que não mede esforços para garantir o futuro de sua empresa. Maior complexo industrial de Edda, as Indústrias Jutul movem toda a cidade e fará o que for necessário para sempre estar no controle de tudo.



Ran Jutul (Synnove Macody)
Esposa de Vidar, Ran é uma bela mulher cuja aparência transpira disciplina e modos. É diretora da escola de Edda, onde seus filhos Saxa e Fjor estudam. Assim como toda a família Jutul, esconde sua real identidade e irá fazer o que for preciso para manter o equilíbrio de todas as situações que surgirem.



Saxa Jutul (Theresa Frostad Eggesbø)
A garota mais popular da escola, o pai dono a maior empresa da cidade e a mãe diretora da escola, isso faz com que todos queiram se aproximar da garota para ser popular ou ter algum proveito. A garota tem seu grupo de amigos e só se envolve com quem achar necessário, está sempre com seu irmão Fjor.



Fjor Jutul (Herman Tømmeraas)
Não muito diferente de sua irmã Saxa, o garoto traz uma beleza que seduz, desejado por todas as garotas da escola de Edda. Devido ao histório de sua família, ele também é popular assim como sua irmã e está sempre no mesmo grupo de amigos. O que ele não esperava é que ao criar o sentimento por alguém, tudo poderia ir por água abaixo.


Leia o review do quarto episódio de Ragnarok


Aos entusiastas da lenta apreciação ...


Como sempre deixo claro a todas as pessoas, independente dos reviews ou críticas que leiam nos sites sempre assista para tirar as suas conclusões, gosto é muito particular. Muitas vezes o que para uma pessoa não foi bom, para você pode ser ótimo e assim vice-versa.

Ragnarok traz um tema que muitos gostam (cultura nórdica) e ainda inclui temas da nossa realidade (aquecimento global), e eles conseguem unificar os dois assuntos de uma forma interessante. A cada episódio temos situações apresentadas que são desenvolvidas no decorrer dos episódios e nessas situações eles incluem os temas acima citados, complementando a história que Ragnarok traz.

Como citado no começo da crítica, a estória traz um recomeço, ou seja: o Ragnarok já aconteceu e tudo irá recomeçar com os humanos e Deuses sobreviventes ao primeiro “fim do mundo” da cultura nórdica. Conseguimos conhecer um pouco cada personagem e a ligação que cada um deles podem vir a ter, seja por fatos atuais ou do passado. Somos apresentados à paisagens maravilhosas e uma trilha sonora que ajuda no desenvolvimento de todo o contexto, as referências são claras no decorrer dos episódios, mas a série não se aprofunda nisso e acabou decepcionando algumas pessoas. Eles apresentam referências mas focam na história que eles precisam mostrar.




Eu particularmente gostei da série e discordo de muitas críticas que a taxaram de ruim. Talvez o que venha a ser “algo a melhorar” é o desenvolvimento dos episódios e os acontecimentos mostrados. A primeira temporada traz um padrão, um desenvolvimento lento que explode algo apenas nos segundos finais do episódio, porém, mesmo com essa lentidão para apresentar os episódios, não é algo cansativo ou maçante. Quando o negócio fica realmente bom, a primeira temporada se encerra.

Talvez se trabalharem para nos apresentar mais momentos de “explosões” e mais expressões marcantes dos persoangens sem tirar os pés do chão, possa vir a satisfazer mais o público. Agora fico na expectativa do segundo ano, pois ao fim do último episódio só me restou um único desejo: o gostinho de quero mais!