Stranger Things S05E08: ‘The Rightside Up’ e o Peso do Legado no Encerramento da Saga de Hawkins.
O encerramento de Stranger Things, intitulado “Chapter Eight: The Rightside Up”, chegou ao catálogo da Netflix. Além disso, cinemas selecionados em 31 de dezembro de 2025, marcando o fim de uma era na cultura pop contemporânea. Com uma duração monumental de 2 horas e 8 minutos, o episódio final não busca apenas concluir a guerra contra o Mundo Invertido (Upside Down). Mas realizar uma autópsia emocional de seus personagens após uma década de traumas e crescimento.
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A estrutura narrativa foca no confronto definitivo contra Vecna (Henry Creel), Eleven (Millie Bobby Brown) encontra uma aliada inesperada em sua “irmã” Kali (Linnea Berthelsen). Cujo retorno resgata fios narrativos da segunda temporada para potencializar a batalha psíquica contra o vilão. Enquanto as duas utilizam suas habilidades combinadas no plano mental, o grupo em Hawkins executa uma manobra física desesperada. Ou seja, a detonação de uma bomba de matéria exótica, arquitetada por Hopper e Murray, visando colapsar a fenda dimensional de uma vez por todas.
Missão concluída
O episódio atinge seu ápice ao equilibrar o espetáculo audiovisual — marcado por efeitos visuais de escala cinematográfica. Retratando a fúria do Mind Flayer — com o encerramento dos arcos pessoais. Will Byers (Noah Schnapp) finalmente encontra sua catarse, deixando de ser o catalisador do sofrimento para se tornar o pilar de reflexão sobre a perda da inocência.
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O roteiro dos Irmãos Duffer é meticuloso ao revisitar os laços de amizade entre Mike, Lucas, Dustin e Max. Ou seja, garantindo que as marcas deixadas pela guerra não sejam ignoradas em favor de um final excessivamente otimista. O sacrifício e a redenção emergem como os temas centrais, forçando os protagonistas a enfrentar a vida adulta com as cicatrizes de uma infância moldada pelo extraordinário. O epílogo, carregado de uma melancolia simbólica, oferece um fechamento que prioriza o legado e a renovação geracional, embora algumas decisões sobre o destino de Eleven tenham gerado debates polarizados na crítica especializada, com questionamentos sobre se o desfecho foi seguro demais diante da construção sombria da temporada.

Tecnicamente, o series finale é uma proeza de ritmo, apesar de sua extensão. Algumas análises apontam flutuações na cadência narrativa antes do clímax, mas a entrega emocional nas interações finais compensa qualquer irregularidade estrutural. A recepção mista entre os fãs reflete a complexidade de encerrar uma obra de tamanha magnitude; enquanto muitos celebraram a resolução afetiva e o sentimento de dever cumprido, outros criticaram a previsibilidade de certos arcos e o tratamento de tramas secundárias.

No entanto, o impacto cultural de “The Rightside Up” é inegável, consolidando Stranger Things como uma das narrativas mais influentes do século XXI. Ao desligar as luzes de Hawkins, a série deixa para trás um rastro de nostalgia e a certeza de que a força do grupo sempre foi o verdadeiro antídoto contra as trevas, entregando um adeus que, embora imperfeito em sua execução técnica para alguns, é absoluto em sua ressonância sentimental.
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