Anaconda – Selton Mello rouba a cena em uma meta-comédia caótica na Amazônia!
Se você for ao cinema esperando sustos de pular da cadeira, talvez saia frustrado, mas se for para ver Jack Black e Paul Rudd em sua melhor forma cômica, “Anaconda” é um prato cheio. O filme conta a história de dois amigos que decidem ir até o coração da Amazônia brasileira para filmar um remake do filme que amavam na juventude.
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Sendo assim, a metalinguagem é o motor da trama: é um filme sobre fazer um filme que, de repente, se vê diante de uma anaconda de verdade.
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O grande trunfo para o público brasileiro — e um dos pontos mais elogiados pela crítica internacional — é a presença de Selton Mello. Vivendo Santiago Braga, um domador de cobras em Manaus, Selton prova por que é um dos nossos maiores tesouros. Ele não apenas “participa”, ele rouba a cena. Com um timing impecável, Mello equilibra humanidade e humor, transformando o que poderia ser um personagem caricato em um dos pilares de carisma do longa. Ver a interação dele com a energia caótica de Jack Black é, sem dúvida, o ponto alto da produção.
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No entanto, o filme caminha em uma linha tênue. A direção de Tom Gormican privilegia a comédia física e as piadas sobre a cultura de reboots, o que acaba deixando o suspense e o horror animal em segundo plano. O CGI da anaconda gigante, inclusive, tem sido alvo de críticas por parecer genérico e pouco ameaçador, tirando um pouco do peso das cenas de perigo. Com 48% de aprovação no Rotten Tomatoes, fica claro que o longa dividiu opiniões. Ou seja, enquanto uns amam a química do elenco, outros sentem falta de um roteiro mais afiado.

A ambientação na Amazônia traz um colorido exótico e vibrante, mas a narrativa às vezes se perde em situações episódicas. É uma aventura leve, feita para divertir sem grandes pretensões. O destaque fica para a coragem de transformar um clássico cult em uma paródia de si mesmo. Mesmo que o resultado final oscile entre o brilhantismo cômico e a inconsistência narrativa.
Anaconda” (2025) vale o ingresso principalmente pela química entre Rudd e Black e pela atuação memorável de Selton Mello. É uma experiência divertida para quem busca uma comédia descompromissada, mas pode parecer uma oportunidade perdida para quem queria ver o horror da serpente ser levado a sério. No final das contas, o “Bruxo” Selton Mello mostra que, seja em português ou inglês, ele sabe exatamente como domar o público.