O cenário cinematográfico de 2026 recebe uma de suas obras mais potentes e poeticamente densas com a chegada de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet). Sob a direção da vencedora do Oscar Chloé Zhao (Nomadland). Além disso, a Universal Pictures inicia nesta semana a venda de ingressos para as sessões antecipadas. Estas, ocorrerão nos dias 9 e 10 de janeiro, precedendo a estreia oficial em circuito nacional no dia 15 de janeiro.
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Baseado no best-seller premiado de Maggie O’Farrell, o longa-metragem consolidou seu favoritismo na corrida pelo Oscar. Ou seja, após vencer o cobiçado prêmio de escolha do público no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Além disso, encerrar com aclamação o Festival do Rio 2025. A produção carrega o selo de excelência de nomes como Steven Spielberg e Sam Mendes. Ambos, se uniram para traduzir nas telas a atmosfera visceral e profundamente humana que envolve a criação da obra mais famosa de William Shakespeare.
Estudo sobre permanência
A narrativa desloca o foco do bardo inglês para centrar-se em Agnes. Interpretada por Jessie Buckley — recentemente laureada com o Critics Choice Awards de Melhor Atriz por sua performance arrebatadora neste papel. Ao lado de Paul Mescal (Gladiador II), que vive o dramaturgo. Buckley explora a força devastadora do luto após a perda precoce do filho do casal, Hamnet, em meio à peste que assolava a Inglaterra elizabetana.
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O roteiro, assinado por Zhao em colaboração com O’Farrell, utiliza a cinematografia naturalista e contemplativa característica da diretora para investigar como a dor privada de uma mãe e um pai foi ressignificada na imortalidade de “Hamlet”. A atuação de Mescal e Buckley é descrita pela crítica internacional como uma simbiose emocional rara. Capaz de humanizar a figura histórica de Shakespeare e elevar Agnes de uma nota de rodapé biográfica a uma protagonista de força telúrica.
“Hamnet” posiciona-se não apenas como um drama de época, mas como um estudo universal sobre a permanência e a arte como forma de cura. A distribuição estratégica pela Universal Pictures visa capitalizar sobre o prestígio conquistado nos festivais. Ou seja, oferecendo sessões em versões acessíveis para garantir que a mensagem de resiliência e a estética impecável de Zhao alcancem todos os estratos do público.
Ao unir a sensibilidade independente de Zhao ao poder de produção dos grandes estúdios, o filme redefine o padrão das cinebiografias literárias. Além disso, transformando o silêncio do luto em uma sinfonia visual inesquecível. Entre o rigor histórico e a licença poética, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” surge como a primeira obra-prima de 2026. Reafirmando que as grandes histórias são aquelas que, através da dor individual, conseguem tocar a alma coletiva da humanidade.