Joe Keery e Liam Neeson enfrentam fungo mutante em ‘Alerta Apocalipse’, thriller que mescla ficção e humor ácido.
O ano de 2026 consolida a transição definitiva de Joe Keery de ídolo juvenil a uma força multifacetada na indústria do entretenimento global. Após encerrar sua jornada histórica na temporada final de Stranger Things, Keery domina o topo do Spotify Global com o fenômeno “End of Beginning”, sob seu alter ego musical Djo — projeto que já gera intensas expectativas para sua apresentação no Lollapalooza Brasil em março.
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É sob esse holofote de sucesso absoluto que o ator chega aos cinemas em 22 de janeiro como protagonista de “Alerta Apocalipse”. Distribuído pela Imagem Filmes, o longa-metragem não apenas capitaliza sobre o carisma de Keery. Mas o coloca frente a frente com o lendário Liam Neeson (A Lista de Schindler) e a talentosa Georgina Campbell, em uma narrativa que funde a tensão do bioterrorismo. Além disso, com a acidez de uma sátira social contemporânea, sob a direção de Jonny Campbell.
Limites do Sacrifício
A arquitetura narrativa de “Alerta Apocalipse” carrega o selo de prestígio de David Koepp. Roteirista por trás de pilares do cinema blockbuster como Jurassic Park, Missão: Impossível e o Homem-Aranha original. Nesta nova obra, Koepp utiliza sua expertise para desconstruir o subgênero de sobrevivência. Ou seja, apresentando Travis (Joe Keery) e Naomi (Georgina Campbell) como funcionários comuns de uma empresa de armazenamento que se veem subitamente envolvidos em uma crise global.

O conflito explode quando um fungo mutante, altamente contagioso e perigoso, escapa de uma instalação militar secreta. Forçando a dupla a se aliar a Robert Quinn (Liam Neeson), um ex-agente de bioterrorismo cuja tentativa de aposentadoria pacífica é brutalmente interrompida. Então, o filme se destaca ao equilibrar o terror invisível do microrganismo com o absurdo da condição humana. Contando com um elenco de suporte de peso que inclui as premiadas Vanessa Redgrave e Leslie Manville.
Ao abordar o caos de forma bem-humorada, “Alerta Apocalipse” provoca reflexões sobre o despreparo institucional. Além disso, a resiliência de indivíduos que “não ganham o suficiente para salvar o mundo”. A química entre o cinismo experiente do personagem de Neeson e a energia caótica de Keery serve como o motor de um roteiro que questiona os limites do sacrifício pessoal em prol da humanidade.
Para o público brasileiro, a estreia representa a oportunidade de testemunhar Joe Keery em um papel que exige tanto timing cômico quanto vigor físico. Consolidando-o como um ator capaz de transitar entre o terror de gênero e a alta sofisticação de Hollywood. Em suma, entre a corrida contra o tempo e as doses de humor ácido, o filme de Jonny Campbell posiciona-se como uma das experiências cinematográficas mais refrescantes do verão de 2026. Ou seja, provando que nem mesmo o fim do mundo é imune à ironia e ao talento de uma nova geração de astros.