Eli Roth resgata o terror clássico em ‘O Sorveteiro’; Diamond Films confirma estreia estratégica para o Halloween.
A saber, o diretor Eli Roth, expoente máximo do movimento splatter contemporâneo. Além disso, responsável por marcos do gênero como O Albergue e Feriado Sangrento, prepara-se para subverter um dos ícones mais inocentes da infância em seu novo projeto de horror. A Diamond Films confirmou a estreia nacional de “O Sorveteiro” (Ice Cream Man) para o dia 29 de outubro de 2026, posicionando o lançamento como o grande evento cinematográfico da semana do Halloween.
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Na trama, o cenário idílico de uma cidadezinha litorânea durante o verão torna-se o palco de uma psicose coletiva quando o sorveteiro local passa a servir iguarias cujos ingredientes escondem uma natureza aterrorizante. Com roteiro assinado por Roth em colaboração com seu parceiro de longa data Noah Belson. Então, o filme promete resgatar a estética dos filmes de terror dos anos 80 e 90. Ou seja, fundindo a nostalgia de veraneio com a crueza e o sadismo visual que se tornaram a assinatura autoral do cineasta.
Elenco
A escolha do elenco reforça a proposta de uma narrativa baseada em performances perturbadoras, destacando Ari Millen (Orphan Black) no papel do vilão titular. Millen, conhecido por sua versatilidade em interpretar múltiplas facetas psicológicas, empresta uma aura de estranheza e perigo latente ao personagem. Ou seja, transformando a figura do prestador de serviços comunitário em um predador implacável.
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Além disso, o elenco de apoio, composto por nomes como Benjamin Byron Davis e Karen Cliche. Ou seja, servindo como o tecido humano necessário para explorar o desespero de uma comunidade que vê sua segurança ser corroída por um mal cotidiano. Outro diferencial técnico reside na sonoridade da obra: o ícone do hip-hop Snoop Dogg. Repetindo sua parceria criativa com Roth, contribui para a trilha sonora ao lado do compositor Brandon Roberts. Essa fusão entre o estilo urbano e as harmonias tensas de Roberts promete conferir ao filme uma identidade rítmica única, distanciando-o dos clichês sinfônicos do gênero.
“O Sorveteiro” representa o amadurecimento de Eli Roth na manipulação dos medos primordiais. Ao transformar o consumo de doces em um ato de vulnerabilidade extrema, o diretor dialoga com a paranoia social sobre o perigo oculto sob a superfície da normalidade. A distribuição pela Diamond Films garante que a obra atinja o público ávido por um terror que não economiza em efeitos práticos. Além disso, impacto psicológico, consolidando o filme como uma peça essencial da safra de horror de 2026.
Entre a doçura do verão e a violência explícita, Roth convida o espectador a uma espiral de loucura onde o prazer gastronômico torna-se a porta de entrada para um pesadelo sem saída. Ou seja, reafirmando que, sob sua direção, nem as tradições mais puras estão a salvo do rastro de sangue deixado pela sua câmera.
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