Imagem Filmes detalha calendário de 2026 com ‘The Backrooms’ da A24 e o visceral ‘POV: Presença Oculta’.
O cenário do horror cinematográfico em 2026 será definido por uma transição do medo sobrenatural clássico para o terror psicológico de alta imersão. Conforme aponta o robusto line-up divulgado pela Imagem Filmes. O carro-chefe desta safra “POV: Presença Oculta” (POV), dirigido pelo canadense Brandon Christensen. Cineasta que consolida sua voz no gênero ao explorar a claustrofobia narrativa e o impacto das escolhas morais irreversíveis.
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Com estreia marcada para março de 2026, o longa utiliza a estética do ponto de vista e do registro digital como ferramentas de paranoia. Ou seja, acompanhando dois policiais que, após um acidente fatal durante uma ronda de rotina, decidem destruir evidências para proteger seus cargos. O roteiro, assinado por Christensen e Ryan Christensen, transforma o ato de ocultar a verdade em um pesadelo metafísico, onde as câmeras acopladas aos uniformes tornam-se testemunhas de algo que transcende a vigilância humana, envolvendo os protagonistas vividos por Jaime M. Callica e Sean Rogerson em uma espiral de culpa e manifestações sobrenaturais inevitáveis.

Magia do Terror
A estratégia da Imagem Filmes para 2026 estende-se para além do found footage moderno, abraçando subgêneros que variam do thriller de isolamento às lendas urbanas da era digital. Em maio, a distribuidora lança “Entity Within”, de Nick Simon, protagonizado por Heather Graham, seguido por “The Shepherd” em setembro, obra de John Hyams estrelada por David Dastmalchian e Georgina Campbell, que promete elevar a tensão através de uma direção crua e performática.
No entanto, o ápice do calendário ocorre em novembro com a chegada de “The Backrooms”, produção da prestigiada A24 dirigida pelo jovem prodígio Kane Parsons. Baseado no fenômeno das creepypastas que paralisou a internet, o filme traz um elenco estelar composto por Renate Reinsve. Chiwetel Ejiofor e Mark Duplass, consolidando a transição da estética de “espaços liminares” das redes sociais para a escala monumental das salas de cinema.
O diferencial de produções como “POV: Presença Oculta” reside na integração de efeitos visuais de ponta para criar o que Christensen descreve como “magia de terror”. Ou seja, uma experiência onde o medo não é apenas visto, mas sentido através da imersão técnica.
Trailer +18
A proposta de 2026 reflete um amadurecimento do gênero, onde a tecnologia. Ou seja, seja através de câmeras de segurança ou das lendas nascidas em fóruns digitais — atua como o principal catalisador do horror. A Imagem Filmes posiciona-se como o eixo central desse movimento no Brasil, entregando obras que desafiam a percepção do público. Explorando a vulnerabilidade humana diante do registro eterno da imagem.
Em, suma, “The Backrooms” à paranoia policial de “POV”, o próximo ano será um marco para os entusiastas que buscam narrativas que subvertem a noção de vigilância. Além disso, transformam o cotidiano em um cenário de horror absoluto e incontrolável.