O grupo Turma do Pagode lança a primeira parte do álbum “Turma Canta Zeca Pagodinho”. Gravado no Bar do Zeca.
A discografia do samba brasileiro ganha um capítulo de profunda reverência e sofisticação técnica. Com o lançamento da primeira parte do álbum “Turma canta Zeca Pagodinho”. O projeto, marca um dos momentos mais ambiciosos nos 25 anos de trajetória do Turma do Pagode. Além disso, surge como uma materialização do sonho de um grupo formado nas rodas de samba e moldado pela musicalidade de Zeca Pagodinho.
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Após o êxito das faixas introdutórias “Pedindo a Conta” e o pot-pourri “Não Sou Mais Disso / Mania da Gente”, a primeira fração do disco mergulha em uma curadoria minuciosa. Ou seja, que atravessa décadas da obra de Zeca, contando com a participação do próprio homenageado e de nomes lendários como o maestro Rildo Hora. A gravação, realizada no emblemático Bar do Zeca Pagodinho, no Rio de Janeiro, utiliza a cenografia de Zé Carratu para criar uma ponte visual e sensorial entre a tradição dos quintais e a modernidade dos palcos contemporâneos.
Desfile de Composições
O carro-chefe desta etapa é a releitura de “Ogum”, hino de Marquinho PQD e Claudemir, que aqui ganha novos contornos na voz do grupo. Ou seja, preservando o caráter espiritual e a força original que consagrou o tema em 2008. O repertório é um desfile de composições assinadas por titãs como Arlindo Cruz, Wilson Moreira, Dudu Nobre e Toninho Geraes. Refletindo a diversidade do samba de terreiro e de partido-alto.
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O Turma do Pagode demonstra um domínio técnico impressionante ao transitar pela dor de cotovelo de “O Dono da Dor” (Nelson Rufino). Além disso, a euforia de pot-pourris clássicos que unem “Faixa Amarela” a “Posso Até Me Apaixonar”. O diferencial da obra reside na capacidade do grupo em injetar sua identidade sonora — marcada por mais de 6 bilhões de streams e uma rítmica polida. Ou seja, sem descaracterizar a malandragem leve e a autenticidade popular que definem o estilo de Zeca.]
Este encontro de gerações transcende o produto comercial. Além disso, é um gesto de reconhecimento em vida a um ícone que, visivelmente emocionado durante as gravações, celebrou inclusive a participação de seu neto junto aos músicos. Para o Turma do Pagode, interpretar clássicos como “Saudade Louca”, “Judia de Mim” e o icônico “SPC” representa o retorno à fonte que os inspirou a ocupar o topo das paradas digitais com 14 milhões de ouvintes mensais.
O álbum funciona como um documento histórico que preserva a essência das composições de parceiros fundamentais como Sombrinha e Acyr Marques. Provando que o samba, quando tratado com o carinho e o respeito demonstrados neste projeto, é uma força inabalável. Ou seja, que se renova sem perder a alma. Em suma, “Turma canta Zeca Pagodinho” não é apenas uma coletânea de releituras. Mas um manifesto de gratidão que ecoa a imortalidade de um legado que segue ditando o ritmo do Brasil.

