‘Backrooms: Um Não-Lugar’: Entenda o fenômeno de terror que quebrou recordes e conquistou os cinemas.
Se você navegou pelas redes sociais nos últimos dias, com certeza ouviu falar de “Backrooms: Um Não-Lugar”. Com distribuição da Imagem Filmes, a produção estreou direto no topo das bilheterias brasileiras, levando mais de 400 mil pessoas aos cinemas em seu primeiro fim de semana.
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Do Fórum Anônimo para as Telonas: O Fenômeno da Geração Z
“Backrooms: Um Não-Lugar” é, antes de tudo, o queridinho da Geração Z — cerca de 86% do público na semana de estreia tem menos de 35 anos. Esse sucesso estrondoso não é por acaso: a mitologia das Backrooms nasceu e foi alimentada de forma colaborativa na internet muito antes de chegar a Hollywood.
Tudo começou em 2019 com um post anônimo no fórum 4chan: a imagem de um escritório vazio, amarelado e sem janelas. A foto viralizou no Reddit, transformando-se em uma das maiores creepypastas (lendas urbanas da internet) da história. O diretor Kane Parsons cresceu nessa comunidade e, aos 16 anos, criou uma série amadora no YouTube sobre esse universo que bateu 300 milhões de visualizações. Então, chamando a atenção do estúdio A24 e do mestre do terror James Wan (Invocação do Mal), que assina a produção do longa.
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A trama, ambientada em 1990, acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um arquiteto frustrado que trabalha em uma loja de móveis no Vale do Silício. Em meio a um colapso pessoal, ele descobre no porão da loja uma passagem para as Backrooms: um labirinto infinito de corredores idênticos e arquitetura impossível que desafia a lógica. Fascinado e isolado nesse não-lugar, Clark desaparece, fazendo com que sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), entre no labirinto para resgatá-lo. Lá dentro, ambos precisam confrontar seus próprios traumas psicológicos, já que o ambiente distorce a percepção da realidade.

Claustrofóbico
Diferente dos filmes de monstros convencionais, o terror aqui é psicológico. Ou seja, habita os chamados “espaços liminares” — locais de transição, como escritórios e shoppings vazios, que causam um desconforto profundo por sua extrema banalidade. Mas as Backrooms não estão vazias. O local, habitado pelas “Still Lifes”, criaturas perturbadoras que parecem mutações ou cópias defeituosas de seres humanos. Para piorar, a misteriosa organização Async Research Institute estuda o local desde 1989 e esconde intenções ambiciosas sobre o controle desse espaço.
Com um elenco estelar que inclui ainda Mark Duplass. Finn Bennett e Lukita Maxwell, o projeto foi apadrinhado por James Wan, que deu total liberdade criativa para o jovem diretor de 20 anos guiar a equipe de veteranos. O resultado é um thriller claustrofóbico que expande a premissa original da internet. Sem perder o respeito pelo público que acompanha a lenda desde o início.
“Backrooms: Um Não-Lugar” segue em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, e os ingressos já podem ser adquiridos nas bilheterias e plataformas digitais.