A Empregada | Sydney Sweeney e Amanda Seyfried duelam em um thriller onde a perfeição é a maior mentira.
Se gosta de histórias com tensão construída nos pequenos detalhes, “A Empregada” foi feito para você. O filme estabelece rapidamente um clima de desconforto: Millie (Sydney Sweeney) é a nossa porta de entrada nessa casa luxuosa.
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Em liberdade condicional e precisando desesperadamente de estabilidade para não voltar à prisão, ela acredita que os Winchester são sua salvação. Mas a “casa perfeita” esconde um lar caótico. Nina (Amanda Seyfried) exibe comportamentos erráticos e explosivos. Enquanto o marido, Andrew (Brandon Sklenar), surge como o contraponto gentil e acolhedor. Ou seja, um “porto seguro” que leva Millie a musicais e demonstra um carinho que, isoladamente, parece inofensivo, mas que logo se revela parte de algo muito mais sinistro.
Máscaras e Mansões: A Dança da Sobrevivência em ‘A Empregada’
O grande triunfo do filme é o embate entre suas protagonistas. Sydney Sweeney traz uma vulnerabilidade corajosa que faz o público torcer por ela a cada humilhação sofrida, mostrando uma resiliência crescente. Já Amanda Seyfried entrega uma performance hipnotizante como Nina; ela oscila entre a fragilidade e uma instabilidade sociopata com uma facilidade assustadora.
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A narrativa usa Andrew para reforçar a ideia do “monstro vestido de homem perfeito”, revelando lentamente uma natureza controladora e sádica que desafia o idealismo de Millie.

A direção de Paul Feig, vindo da comédia, mostra um controle de ritmo impressionante, focando em uma tensão psicológica que não dá trégua. Além disso, roteiro de Rebecca Sonnenshine vem habilidoso ao plantar pistas sobre o passado de Nina e o verdadeiro caráter de Andrew. Ou seja, explorando como o status econômico elevado, usado para manipular narrativas e diminuir aqueles que são vistos como “inferiores”. Um filme que brinca com a percepção do público: as primeiras impressões são constantemente questionadas conforme a verdade vem à tona.
Sem entregar o grande twist, o que se pode dizer é que a trama sofre uma virada de 180 graus que redefine quem é a vítima e quem é o manipulador. O filme transforma um drama de abuso doméstico em um thriller de sobrevivência com uma moralidade ambígua, culminando em um desfecho que deixa o espectador questionando a linha tênue entre justiça e vingança. Com uma aprovação de 74% e uma bilheteria global que já ultrapassou os US$ 330 milhões. Sendo assim, a produção prova que o público permanece fascinado por segredos que se escondem atrás de portas trancadas.
Robusto e perverso …
“A Empregada” é um thriller robusto, perverso e altamente viciante. Ele pega a fórmula do suspense doméstico e a eleva com atuações de elite e uma direção que não tem medo de ser sombria. Então, se você busca uma trama envolvente, cheia de reviravoltas e temas sociais relevantes como abuso emocional e desigualdade de poder, este é o filme certo. Em suma, uma obra que te enche de perguntas até o último minuto e te faz refletir sobre quem realmente detém o poder em uma relação.