A saber, Pluribus estreou no Apple TV+ com o episódio “We Is Us“, escrito e dirigido por Vince Gilligan, o criador de Breaking Bad.
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Eu entrei sem expectativa nenhuma, e talvez isso tenha ajudado a sair curioso no final, porque o começo exige paciência e só depois de um bom tempo a história engrena de verdade.
439D 19H 56M 11s
O episódio abre com um cronômetro na tela, marcando mais de 400 dias sem explicar o que está contando. Cientistas analisam um sinal vindo de muito longe e o grupo que acompanha aquilo vai crescendo, de duas pessoas para uma multidão. A cada salto no tempo, vemos essa equipe fazendo teste atrás de teste, e só mais adiante descobrimos que, depois de mais de um ano de experimentos, ninguém chegou a resultado nenhum, o que explica o desânimo do grupo e acaba contagiando o espectador também.
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No meio disso tudo, a série apresenta a Carol Sturka (Rhea Seehorn). Autora de romances frustrada com os próprios textos, que aparece lendo um trecho do novo livro e depois numa sessão de autógrafos. O problema é que, nesse começo, a história dela parece desligada do resto. Ou seja, sem nenhuma ligação aparente com os cientistas, e a gente só entende que ela é a protagonista lá pela metade do episódio.

Virada e muitos questionamentos
A virada vem quando um dos testes dá errado, e a partir daí o episódio muda de ritmo e passa a prender a atenção. O que mais me chamou a atenção foi a forma como as pessoas afetadas continuam agindo quase normalmente, o que deixa tudo mais estranho do que se estivessem em pânico, e logo surge outra contagem na tela, também sem explicação.
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A história então volta para a Carol, e é aí que está a melhor cena do episódio, num bar, onde o mundo ao redor dela vira de cabeça para baixo de um jeito que eu não esperava e que é seguido por um corte para a cidade destruída. Esse é o momento em que a série me ganhou de vez, mas ela também tropeça aqui, porque uma cena em que a Carol tenta quebrar uma porta grossa de madeira com uma pedra me pareceu ridícula, e outra, em um hospital, me deixou com a dúvida do que ela esperava conseguir ali.
O episódio termina deixando mais perguntas do que respostas: por que a Carol é diferente? Quem está por trás disso? O que significam aqueles cronômetros? Nada é respondido, e foi justamente isso que me deixou com vontade de ver o próximo.
Vale a pena?
Vale, desde que você tenha paciência com um começo arrastado, que por ser o primeiro episódio é perdoável, já que o final compensa. É uma boa indicação para quem gosta de suspense, ficção científica e histórias com sinais vindos do espaço, mas quem desiste de uma série quando nada faz sentido nos primeiros minutos pode não chegar à parte boa. Eu saio daqui com a curiosidade toda voltada para os próximos episódios.